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	<title>Editorial &#8211; Velho Bit</title>
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	<description>Artigos, Notícias e Tutoriais sobre Web Design, Design Gráfico, Desenvolvimento e Programação Web... e um tico de games</description>
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	<title>Editorial &#8211; Velho Bit</title>
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	<item>
		<title>BitMail &#8211; Projeto de Envio de Mailmarketing em Lote</title>
		<link>https://velhobit.com.br/editorial/bitmail-projeto-de-envio-de-mailmarketing-em-lote.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Portillo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2018 23:58:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[BitMail é um aplicativo desktop para envio de e-mails em lotes, criado com a tecnologia Electron / NodeJS. Este projeto é de código aberto e ainda está em beta e diversas funcionalidades não funcionam direito e apresentam falhas com o uso em alguns servidores de e-mail.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><!-- Place this tag where you want the button to render. --><br />
<a class="github-button" href="https://github.com/velhobit/BitMail--NodeJS---Electron-/archive/master.zip" data-icon="octicon-cloud-download" data-size="large" aria-label="Download velhobit/BitMail--NodeJS---Electron- on GitHub">Download</a></p>
<p>BitMail é um aplicativo desktop para envio de e-mails em lotes, criado com a tecnologia Electron / NodeJS. Este projeto é de código aberto e ainda está em beta e diversas funcionalidades não funcionam direito e apresentam falhas com o uso em alguns servidores de e-mail.</p>
<p style="text-align: center;"><!-- Place this tag where you want the button to render. --><br />
<a class="github-button" href="https://github.com/velhobit/BitMail--NodeJS---Electron-" data-size="large" data-show-count="true" aria-label="Star velhobit/BitMail--NodeJS---Electron- on GitHub">Star</a></p>
<h2>Sobre o Projeto</h2>
<p>Há duas semanas comecei a estudar NodeJS (em Dez de 2017) e, por consequência de interesse de criação de aplicativos para desktop, estudar um pouco de Electron. Apesar de já ter experiência com Javascript, estava interessado em entender a manipulação de arquivos locais.</p>
<p>Como quando estudo algo prefiro criar um projeto minimamente útil, resolvi criar uma variação de <a href="https://velhobit.com.br/projetos/portillo-mail.html">um projeto que criei anos atrás para um cliente e que também é de código aberto, o PortilloMail (eu sei, não é um nome muito criativo), criado em PHP e compatível com a maioria dos servidores compartilhados</a>.</p>
<p>Como ainda estou novo em NodeJS, ainda preciso resolver alguns problemas, que vou citar abaixo, mas o aplicativo já é utilizável em diversas circunstâncias.</p>
<ul>
<li><a href="https://velhobit.com.br/bitmail-como-preparar-os-arquivos-csv">COMO PREPARAR O ARQUIVO CSV?</a></li>
<li><a href="https://velhobit.com.br/bitmail-como-criar-meu-proprio-template">COMO CRIAR MEU PRÓPRIO TEMPLATE?</a></li>
<li><a href="https://velhobit.com.br/bitmail-faq-perguntas-frequentes">FAQ (PERGUNTAS FREQUENTES)</a></li>
</ul>
<h2>Como Enviar E-mails?</h2>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-974" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2018/01/tela-inicial-bulk-bit-mail.jpg" alt="" width="916" height="543" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2018/01/tela-inicial-bulk-bit-mail.jpg 916w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2018/01/tela-inicial-bulk-bit-mail-400x237.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2018/01/tela-inicial-bulk-bit-mail-768x455.jpg 768w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2018/01/tela-inicial-bulk-bit-mail-600x356.jpg 600w" sizes="(max-width: 916px) 100vw, 916px" /></p>
<p>O BitMail foi feito para ser extremamente simples. Sua tela inicial possui todas as informações básicas necessárias para enviar um e-mail.</p>
<p>A primeira coluna (da esquerda para a direita) refere-se ao remetente da mensagem. Basta colocar o nome de quem está enviando, a senha e o host.</p>
<p>Por enquanto, estamos listando apenas o host Gmail e Outlook, porém, você pode optar por personalizar para configurar o SMTP da sua própria hospedagem. <strong>Com o tempo iremos atualizar com outros padrões de hospedagens mais famosas</strong>.</p>
<p>A coluna do meio é referente a mensagem. Nela você coloca as informações básicas como Assunto e Mensagem (pode usar emojis) e deverá selecionar um arquivo CSV previamente configurado, que consta os e-mails e senhas dos destinatários.</p>
<p>A última coluna é a coluna de envio. Nela você deverá digitar um e-mail para teste. <strong>Apenas após você confirmar o teste, o botão ENVIAR vai ficar funcional.</strong></p>
<p>A barra inferior é a barra de templates. O aplicativo permite que você crie arquivos HTML e os use como templates. Como a ideia é servir de mailmarketing, você mesmo pode criar o seu template. <strong>Leia aqui sobre como incluir seu próprio template</strong>. Se o quadrado preto estiver selecionado, isso quer dizer que você não irá utilizar nenhum template e irá enviar a mensagem do jeito que estiver dentro da caixa mensagem (inclusive com tags HTML).</p>
<p>Para poder garantir que seu e-mail não fique preso em uma caixa de SPAM ou que você seja interrompido pelo limite da sua hospedagem ou servidor de e-mails, o aplicativo é limitado a 200 e-mails por hora. Você pode editar isso, tal como preencher as configurações da sua hospedagem, no PAINEL AVANÇADO.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-975" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2018/01/emails-avancado.jpg" alt="" width="916" height="543" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2018/01/emails-avancado.jpg 916w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2018/01/emails-avancado-400x237.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2018/01/emails-avancado-768x455.jpg 768w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2018/01/emails-avancado-600x356.jpg 600w" sizes="(max-width: 916px) 100vw, 916px" /></p>
<p>Antes de usar, é extremamente aconselhável que você leia o FAQ e saiba como preparar o arquivo CSV.</p>
<p>Se você tiver interesse em como criar o seu próprio template, você também pode ler sobre isso aqui.</p>
<h2>Requerimentos</h2>
<p>Após a instalação do NodeJS, você vai precisar de uma série de bibliotecas para poder fazer compilar.</p>
<p>Você pode baixar o NodeJS para Windows diretamente pelo site oficial ou pode usar o seguinte comando para distribuições baseadas em Debian (instalando também seu gerenciador de pacotes):</p>
<pre class="prettyprint">sudo apt-get update
sudo apt-get install nodejs
sudo apt-get install npm</pre>
<p>Após a instalação do NodeJS, acesse o console e instale o Electron:</p>
<pre class="prettyprint">npm install electron --save-dev --save-exact</pre>
<p>Para o envio dos e-mails, o pacote nodemailer se faz necessário. Para instala-lo, acesse o console e use:</p>
<pre class="prettyprint">npm install nodemailer</pre>
<p>Por fim, para diminuir o código de leitura de arquivo, pois precisava que ele fosse síncrono e mais simples, resolvi usar o n-readlines. Provavelmente, em atualizações futuras não irei usar, mas por enquanto:</p>
<pre class="prettyprint">npm install n-readlines</pre>
<p>Para poder compilar, acesse o console e na pasta onde você salvou o projeto, execute:</p>
<pre class="prettyprint">npx electron .</pre>
<p>Pronto. Você agora já pode utilizar.</p>
<p><strong>Obs. A única biblioteca front-end utilizada, para facilitar o desenvolvimento, foi o jQuery. Além do jQuery e das bibliotecas node utilizadas, o resto foi programado por mim. Então peguem leve nas críticas.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><!-- Place this tag where you want the button to render. --><br />
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<p><!-- INICIO FORMULARIO BOTAO PAGSEGURO --></p>
<form action="https://pagseguro.uol.com.br/checkout/v2/donation.html" method="post"><!-- NÃO EDITE OS COMANDOS DAS LINHAS ABAIXO --> <input name="currency" type="hidden" value="BRL"> <input name="receiverEmail" type="hidden" value="portillo.designer@gmail.com"> <input style="padding: 1em 2em; display: block; margin: 0 auto; background-color: #33c375; text-decoration: none; text-align: center; color: white; border-radius: 10px; border: none; font-size: 1em; text-transform: uppercase;" alt="Pague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!" name="submit" type="submit" value="Doar Pelo PagSeguro"></form>
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			</item>
		<item>
		<title>Emojis 🤔. O Que São Realmente? Qualquer um Pode Fazer?</title>
		<link>https://velhobit.com.br/editorial/unicode-emojis-o-que-sao.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Portillo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2017 19:04:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Como vivem? O que comem? Como se alimentam? Tudo o que você sempre quis saber sobre emojis, mas tinha medo de perguntar. Porém, com uma abordagem técnica e entendendo como funcionam.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/27a1.png" alt="➡" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Emojis estão alta na comunicação social e hoje são peças-chave em diversas mídias, sendo aplicadas mais e mais como uma espécie de linguagem universal. Mas afinal, de onde vieram os emojis e qual a diferença deles em relação aos antigos emoticons?</p>
<p>Para entender mais sobre os emojis e sua história, primeiro precisamos entender sobre <em>charsets </em>e como o sistema operacional compreende e padroniza as informações referentes ao texto.</p>
<h2>Do Bit à Organização</h2>
<p>No princípio era o bit, o bom e <a href="https://velhobit.com.br" target="_blank" rel="noopener">Velho Bit</a> <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />. O caractere era traduzido diretamente de um conjunto de 1 byte e impresso no dispositivo de saída de acordo com as variações desse byte. Óbvio que falar que a letra <em><strong>A</strong></em> era equivalente a um conjunto de <em><strong>1</strong></em> e <em><strong>0</strong></em>, logo se tornou ultrapassado e foi necessário codificar isso de forma mais inteligente. Com a popularização cada vez maior dos <em>mainframes</em>, os conjuntos de caracteres precisaram seguir padrões mais organizados e específicos para universalizar a escrita computacional. Foi nesse momento que foi criado o padrão hexadecimal para especificação de caracteres.</p>
<p>A programação hexadecimal, no início da era da computação, era muito usada para simplificar a compreensão de códigos. Posteriormente, com linguagens de programação, como o COBOL, a forma de escrita foi simplificada justamente a partir dos caracteres hexadecimais.</p>
<div class="obs">Obs. Para quem não está acostumado com o termo hexadecimal, se trata de um sistema numérico com base em 16 digitos. Diferente do sistema decimal mais comum, que vai de 0 a 9, o sistema hexadecimal passa pelos digitos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E, F. Através desse sistema, é possível criar uma variação maior e mais adequada de numerais, o que auxilia na definição de elementos, como neste caso, caracteres.</div>
<p>Porém, outros sistemas também foram usados para padronização de caracteres, como o próprio sistema decimal e o sistema octal. A partir dessa interpretação, foi criado nos anos 60 o primeiro documento oficial de padronização desses elementos, através de sistemas básicos, o ASCII (<em><strong>A</strong>merican <strong>S</strong>tandard <strong>C</strong>ode for <strong>I</strong>nformation <strong>I</strong>nterchange</em>).</p>
<figure id="attachment_898" aria-describedby="caption-attachment-898" style="width: 803px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-898" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/asciitable.jpg" alt="Table ASCII" width="803" height="542" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/asciitable.jpg 803w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/asciitable-400x270.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/asciitable-768x518.jpg 768w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/asciitable-600x405.jpg 600w" sizes="(max-width: 803px) 100vw, 803px" /><figcaption id="caption-attachment-898" class="wp-caption-text">Table ASCII</figcaption></figure>
<p>O ASCII consiste em um padronização e é conhecido como o sistema básico de codificação de caracteres. Como a computação moderna nasceu nos EUA, é de se esperar que o padrão ASCII cobriria muitos caracteres usados em seu idioma. Por isso, era necessário que essa padronização fosse regulamentada a partir de uma entidade mais internacionalizada. Por se tratar de glifos, algo que já era padronizado em máquinas de escrever e prensas tipográficas, nada mais natural que a responsável por essa padronização fosse a ISO (Organização Internacional de Normalização), que é composta por vários países. De pleno acordo, foi criado o padrão ISO 646, formalizado como o padrão US-ASCII, por usar uma base de caracteres ocidentais norte-americanos.</p>
<p>A partir daí o ISO formalizou diversas outras tabelas de codificação de caracteres, gerando uma enorme variação adaptada para cada região ou base de caracteres, havendo variações latinas, saxônicas e orientais. Como muitos países possuem idiossincrasias em seus caracteres, a quantidade desses padrões foram crescendo e gerando uma dificuldade de controle, resultando quase em uma despadronização.<em> Se você é programador, provavelmente já deve ter tido muitos problemas com a Windows 1252, que é uma vertente da normalização ISO 8859-1 e já deve ter tido que converter alguns arquivos por problemas de caracteres, seja no banco de dados ou na interpretação da leitura de arquivos.</em></p>
<h2>O Consórcio Unicode</h2>
<p>Visto que o ISO não era padronizado exatamente por uma organização da área de tecnologia, algumas questões acerca de caracteres ficaram insolúveis ou eram demasiadas burocráticas para fazer determinadas atualizações. Por isso, diversas empresas de tecnologia se juntaram para organizar um consórcio mais específico e organizado para uma diversidade maior de caracteres, em padrões adequados para a computação.</p>
<p>O Unicode (<em>Universal Code</em>) foi criado para organizar caracteres do ponto de vista mais computacional e adequado, baseado em experiencias anteriores da Xerox (sim, saíram muito mais coisas de lá do que apenas a interface gráfica). Fazem parte do Unicode empresas como a Adobe Systems, Apple, Facebook, Google, Huawei, IBM, Microsoft, Oracle Corporation, Yahoo! e várias outras que entram e aparecem, ou simplesmente seguem essas regras. Essa universalização foi fundamental para a criação de padrões que são altamente usados por praticamente todas as empresas no mercado de tecnologia. Sem dúvida, se você é programador ou designer, já deve ter usado constante, ou buscado por ele, o padrão UTF-8.</p>
<p>UTF-8 significa <em>Unicode Transformation Format</em> de 8 bits. É um padrão que, além de dar muito espaço para criação de caracteres, também é totalmente compatível com o padrão ASCII, tornando tudo mais simples e descomplicado para codificação adequada de caracteres. Existem outras codificações UTF, mas, por regra, o último numeral representa a quantidade de bits da codificação e, claro, quanto mais bits, mais espaço para adição de novos caracteres.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-899" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2000px-Unicode_logo.svg_.png" alt="Unicode Logo" width="2000" height="2000" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2000px-Unicode_logo.svg_.png 2000w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2000px-Unicode_logo.svg_-400x400.png 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2000px-Unicode_logo.svg_-768x768.png 768w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2000px-Unicode_logo.svg_-1024x1024.png 1024w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2000px-Unicode_logo.svg_-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 2000px) 100vw, 2000px" /></p>
<h2>A Comunicação Social</h2>
<p>Se por um lado haviam engenheiros desenvolvendo melhores formas de entrada e saída de caracteres, por outro a internet trouxe uma nova forma de se comunicar. Graças a velocidade com que as conexões foram ficando mais ágeis, diminuindo a distância entre os países, sistemas de <em>chat</em> foram ficando cada vez mais populares. Do antigo BBS ao mIRC, mais pessoas digitavam e buscavam formas mais simples e rápidas de demonstrar intenções e rostos a partir de padrões visuais. Foi daí que surgiram os famosos emoticons.</p>
<p>Emoticons (emotion icon) foi o termo dado a pequenas figurinhas que podia-se fazer a partir de representação com caracteres. Quem nunca usou o famoso <strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong>, para representar felicidade, ou <strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong>, para mandar uma piscadela charmosa? Isso acontece porque nosso cérebro é perfeito para reconhecer padrões e podemos criar assimilações de diversas expressões ou situações.</p>
<p>Logo, o emoticon se tornou algo popular, por se tratar de uma forma moderna e mais expressiva de comunicação. Se tornaram cada vez mais detalhadas e com mais caracteres e, muitas vezes, com caracteres pouco conhecidos, como <strong>( ͡° ͜ʖ ͡°)</strong>, <strong>¯\_(ツ)_/¯</strong>, <strong>(╬ ಠ益ಠ)</strong> e até alguns que exigiam mais de uma linha e espaços de caracteres iguais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-901" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/borboleta.png" alt="" width="638" height="330" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/borboleta.png 638w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/borboleta-400x207.png 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/borboleta-600x310.png 600w" sizes="auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px" /></p>
<p>Visto essa popularização, programas como <em>MSN Messenger</em> (mais tarde renomeado para <em>Live Messenger</em>), <em>ICQ</em>, Chat da UOL, dentre outros, começaram a introduzir ícones mais complexos que representassem essas expressões. Emoticons ganharam um status mais visual e reconhecível na comunicação e obtiveram o apelido de <em><strong>smiles</strong></em>, termo importado a partir do famoso símbolo Smiley, criado pelo artista gráfico Harvey Ball, e seguindo a mesma lógica estética.</p>
<p>Agora mais complexos, em PNG, coloridos e até animados, os emoticons se tornaram elementos obrigatórios na comunicação em programas de <em>chats</em> modernos.</p>
<figure id="attachment_902" aria-describedby="caption-attachment-902" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-902" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/msn-smileys.jpg" alt="Emoticons do Live Messenger - smileys" width="950" height="534" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/msn-smileys.jpg 950w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/msn-smileys-400x225.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/msn-smileys-768x432.jpg 768w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/msn-smileys-600x337.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px" /><figcaption id="caption-attachment-902" class="wp-caption-text">Emoticons do Live Messenger &#8211; smileys</figcaption></figure>
<h2>E, Finalmente, os Emojis</h2>
<p>Uma vez que os emoticons fizeram muito sucesso em chats e se tornaram uma forma padrão de comunicação na internet, as empresas que correspondem ao consórcio Unicode resolveram organizar para que os emoticons fizessem parte também de suas codificações de caracteres, a fim de que as pessoas pudessem receber emoticons padronizados e que as expressões fossem mais próximas possíveis uma das outras, para facilitar o entendimento. Daí surgiram os <strong>emojis</strong>.</p>
<p>Emoji é um termo japonês para pictograma, que ao pé da letra seria uma junção de imagem e letra e fora criado em 1999 por Shigetaka Kurita para uma plataforma móvel de internet. Em 2009, vendo a necessidade de melhorar a integração com seus dispositivos móveis, a Apple e a Google fizeram uma requisição ao consórcio para inclusão dos emojis dentro dos sistemas Unicode. A versão 6.0 do padrão Unicode, em 2010 trouxe ao mundo a integração com os emojis.</p>
<p>Com a popularidade do emoji pela adoção das frabricantes, a versão 7.0 do Unicode trouxe um pacote com 250 glifos inspirados em tipografias como Webdings e Wingdings. Até a finalização deste post, o <a href="https://unicode.org/emoji/charts-11.0/full-emoji-list.html">Unicode Emoji estava em sua versão 11.0 (<em>beta</em>)</a> com uma lista &#8220;<em><strong>xigante</strong></em>&#8221; de emojis vinculados ao UTF.</p>
<p>Dessa forma, é importante deixar claro que <strong>a inclusão de um novo emoji depende do requerimento de uma fabricante a aprovação de todo consórcio</strong>. Dessa forma, é criada uma padronização na visualização desses emojis. Todavia, ainda fica pendente a implementação desse emoji no sistema operacional usado pela fabricante e na atualização desse sistema. Por isso acontece de às vezes emojis enviados pelo iOS não serem visíveis em um Android, ou vice-versa, principalmente pelo problema de fragmentação deste último.</p>
<p style="text-align: center; font-size: 2em;"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f61a.png" alt="😚" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f929.png" alt="🤩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f92f.png" alt="🤯" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f92c.png" alt="🤬" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4a9.png" alt="💩" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f994.png" alt="🦔" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f989.png" alt="🦉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f469-200d-1f4bb.png" alt="👩‍💻" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f9db-200d-2640-fe0f.png" alt="🧛‍♀️" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f9dc-200d-2640-fe0f.png" alt="🧜‍♀️" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f9dd-200d-2640-fe0f.png" alt="🧝‍♀️" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f64f.png" alt="🙏" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<h2>A Aparência dos Emojis</h2>
<p>Apesar do acordo dos emojis especificar por escrito quais emojis podem ser aplicados, cabem as fabricantes disponibilizarem a aparência estética desses emojis. Ou seja, cada Sistema Operacional, ou determinados dispositivos e aplicativos, possuirão seus estilos de emoji, adequando-se ao design de sua aplicação. Isso as vezes causa problemas de interpretação, pois alguns emojis são extremamente diferentes entre fabricantes, como no caso do emoji do ET <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f47d.png" alt="👽" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> e do Robô <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f916.png" alt="🤖" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />.</p>
<figure id="attachment_903" aria-describedby="caption-attachment-903" style="width: 1372px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-903" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/variacoes-emoji.jpg" alt="Exemplos de variação de emojis do mesmo tipo" width="1372" height="549" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/variacoes-emoji.jpg 1372w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/variacoes-emoji-400x160.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/variacoes-emoji-768x307.jpg 768w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/variacoes-emoji-1024x410.jpg 1024w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/variacoes-emoji-600x240.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1372px) 100vw, 1372px" /><figcaption id="caption-attachment-903" class="wp-caption-text">Exemplos de variação de emojis do mesmo tipo</figcaption></figure>
<p>Fazendo parte também do consórcio, mais recentemente a Adobe resolveu incorporar uma nova estrutura de <em>font</em> para a utilização de emojis personalizados. As <em>fonts</em> SVG foram especificadas por outro consórcio muito conhecido, a W3C, onde especificou o uso de SVG à estrutura de <em>fonts</em> vetoriais. Apesar de não ter sido muito adotada para web, e já estar sendo quase abandonada, a Adobe viu nessa estrutura a chance de lançar famílias tipográficas inteiras baseadas em emojis, que é o caso do <em>EmojiOne</em>. Porém existem também diversos serviços e bibliotecas que substituem os glifos específicos por um padrão personalizado de emoji, no caso para quem pretende usar algo mais personalizado para sistemas web.</p>
<figure id="attachment_904" aria-describedby="caption-attachment-904" style="width: 1321px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-904" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/emojione.jpg" alt="A Adobe na sua atualização de 2016, trouxe algumas novas famílias tipográficas baseadas em emojis." width="1321" height="613" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/emojione.jpg 1321w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/emojione-400x186.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/emojione-768x356.jpg 768w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/emojione-1024x475.jpg 1024w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/12/emojione-600x278.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1321px) 100vw, 1321px" /><figcaption id="caption-attachment-904" class="wp-caption-text">A Adobe na sua atualização de 2016, trouxe algumas novas famílias tipográficas baseadas em emojis.</figcaption></figure>
<h2>Concluindo</h2>
<p>Os emojis são o resultado de uma evolução natural da comunicação online. Elas são formas de demonstrar emoções e ideias com apenas um caractere e da forma mais universal possível. Não se trata simplesmente de uma terra sem lei, pois todos pertencem a um consórcio específico da área de tecnologia e as empresas devem seguir esses padrões para o funcionamento correto em navegadores e sistemas operacionais.</p>
<p>De código aberto, qualquer um pode acessar o site do <a href="https://unicode.org/emoji/charts-11.0/index.html" target="_blank" rel="noopener">Emoji Unicode</a> e verificar suas tabelas e documentações para criar e implementar as próprias imagens ou comportamentos em seus sistemas.</p>
<p>Se você gostou deste post, compartilhe e, se quiser, deixe seu comentário. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f618.png" alt="😘" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sistemas Operacionais (parte 1 &#8211; história)</title>
		<link>https://velhobit.com.br/editorial/sistemas-operacionais-parte-1-historia.html</link>
					<comments>https://velhobit.com.br/editorial/sistemas-operacionais-parte-1-historia.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Portillo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2017 12:29:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>
		<category><![CDATA[minix]]></category>
		<category><![CDATA[sistema operacional]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas]]></category>
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		<category><![CDATA[unix]]></category>
		<category><![CDATA[windows]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bitcolor.com.br/?p=266</guid>

					<description><![CDATA[Esta série foi criada com o objetivo de ajudar estudantes da área de TI. Nesta primeira parte, exploramos um resumo da história dos Sistemas Operacionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto vale uma pedra de ouro se não houver uma utilidade para ela? Computadores são apenas pedaços de silício e plástico quando não possuem software para faze-los funcionar. Nos dias de hoje, o principal software para um computador é o Sistema Operacional. <strong>É chamado de Sistema Operacional o software, base, que faz o gerenciamento de recursos do hardware e define o modo como este se comunicará com as tarefas e processo de outros softwares</strong>.</p>
<h2>Como tudo começou</h2>
<p>No início, na época dos grandes <em>mainframes</em>, você precisava carregar o computador com toda a programação que iria utilizar. O primeiro sistema operacional realmente funcional foi o <em>GM-NAA I/O</em>, da <em>General Motors</em>, criado para funcionar no<em> IBM 704</em>. A ideia era automatizar diversas atividades sem ter que reenviar constantemente códigos bases para fazer uma determinada função, além de gerenciar melhor os recursos do equipamento. Com o tempo, diversas empresas desenvolveram sistemas operacionais para seus <em>mainframes</em>, algumas se especializaram na criação de sistemas para terceiros. O problema é que cada um apresentava características próprias e não possuíam nenhum tipo de comunicação entre si, criando a necessidade, aos poucos, de um padronização.</p>
<figure id="attachment_270" aria-describedby="caption-attachment-270" style="width: 637px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-270 size-full" src="http://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/03/704-llnl-1.jpg" alt="" width="637" height="520" /><figcaption id="caption-attachment-270" class="wp-caption-text"><em><strong>IBM 704</strong></em></figcaption></figure>
<p>Em 1960, a IBM criou um sistema operacional chamado <em>OS/360</em>, para uma máquina chamada <em>System/360</em>. Várias versões do <em>OS/360</em> foram desenvolvidos, conforme versões de sua máquina, algumas mais avançadas e outras menos eram lançadas. Algumas versões posteriores desse Sistema Operacional até receberam outros nomes e arquiteturas de terceiros. O fato é que a IBM não foi a única a lançar Sistemas Operacionais, outras instituições, principalmente universidades (ou em acordos com essas), começaram a fazer novos sistemas, como o SCOPE, MACE, NOS, dentre outros.</p>
<p>Sem dúvida, o mais famoso dos Sistemas Operacionais para mainframes, na época, foi EXEC, para o UNIVAC (UNIVersal Automatic Computer). Um computador que fez muito sucesso entre os anos 50 e 60, principalmente por serem considerados pequenos e mais baratos (chegando até a versões que tinham o tamanho de apenas algumas geladeiras). Dessa forma, esses computadores acabaram por ser mais acessíveis a universidades e pequenas empresas.</p>
<figure id="attachment_271" aria-describedby="caption-attachment-271" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-271" src="http://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/03/univac-9400-1.jpg" alt="Univac 9400" width="1024" height="534" /><figcaption id="caption-attachment-271" class="wp-caption-text"><em><strong>Univac 9400-1969</strong></em></figcaption></figure>
<p>Todavia, a história do Sistema Operacional que utilizamos hoje, em microcomputadores, está ligada totalmente a história da computação pessoal, em especial, ao que foi considerado o primeiro PC: o<strong> <em>Altair 8800</em></strong>.</p>
<p>Criado com uma das primeiras linhas de microprocessadores da Intel, o <em>Altair 8800</em>, era um microcomputador onde você precisava programar subindo e descendo chaves. Na prática, ele era um kit, e não realmente um computador, destinado a <em>hobbystas</em>. Porém, essa máquina era praticamente inútil, até que Bill Gates e Paul Allen resolveram pegar uma dessas máquinas e portar o <em><strong>BASIC</strong></em> (linguagem de programação)<em> </em>para essa máquina, criando o que seria conhecido como <em><strong>Microsoft-BASIC</strong></em>.</p>
<p>Os primeiros microcomputadores não rodavam realmente sistemas operacionais, mas algo bem próximo a esses, chamados de <strong>Interpretador</strong>. Eles rodavam comandos de programação, compilava e executava. Não demorou muito até que a ideia de Sistemas Operacionais, já usada em <em>mainframes,</em> chegassem aos microcomputadores. Afinal, carregar sempre um programa, sem sistema de arquivos, não era algo fácil, e os disquetes estavam começando a se tornar uma realidade.</p>
<p>Voltando um pouco no tempo, de volta a metade dos anos 60, houve um grande esforço de uma parceria entre o <em>MIT</em>, <em>General Eletronics</em> e da <em>AT&amp;T</em> para a criação de um sistema operacional: o <strong><em>Multics</em></strong>. O problema é que até o final da década, o sistema não ficou pronto. Por conta de incertezas na busca pelo resultado e nos diferentes desejos de implementação de seus criadores, o <em>Multics</em> acabou sendo descontinuado. Porém, em 1969, Ken Thompson, um dos responsáveis pelo projeto, utilizou o seu conhecimento para uma versão menos ambiciosa, denominada então de <em>Unics</em> e, posteriormente, rebatizado como <em><strong>Unix.</strong></em></p>
<p>Em 1973, o Unix foi reescrito em C (antes fora escrito em <em>Assembly</em>), pelo próprio Ken Thompson e por Dennis Ritchie (criador da linguagem C). Mais tarde, o <em>Unix</em> começou a ser usado como base para outros sistemas operacionais, principalmente seu o núcleo (<em>kernel</em>), criando assim uma série de derivados. Em especial, podemos destacar o <em>Berkeley Software Distribution</em>, ou <em><strong>BSD</strong></em>. Dessa série de derivados começou-se a criar a família de Sitemas Operacionais <em>Unix</em> ou <em>ix</em>, dos quais veio o <em>POSIX</em>, <em>MINIX</em>, <em>FreeBSD</em>, <em>Solaris</em>, dentre outros, mas ainda não foi agora que o Linux apareceu.</p>
<figure id="attachment_273" aria-describedby="caption-attachment-273" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-273" src="http://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/03/DEC_VT100_terminal-1-1.jpg" alt="" width="1000" height="888" /><figcaption id="caption-attachment-273" class="wp-caption-text"><em><strong>Terminal de Mainframe Rodando Unix</strong></em></figcaption></figure>
<h2>Os Sistemas Operacionais para PC</h2>
<p>Voltando aos microcomputadores, logo após o <em>Altair</em>, diversos equipamentos começaram a surgir, com destaque ao <strong>Apple II</strong>. O Apple II possuía um interpretador <em>BASIC</em>, mas não apenas isso, foi criada, pela Apple o <em>Apple DOS</em>. O nome DOS veio do termo <em>Disk Operating System</em> (guardem bem esse nome), que teve outros derivados, da própria Apple, com o tempo. O fato é que o mercado da <em>Maçã</em> crescia mais e mais na área de computadores pessoais, e a IBM, grande detentora da venda de <em>mainframes</em>, resolveu criar um novo computador. Com uma oferta até então inédita para a companhia, eles criaram o <strong>PC-IBM</strong>, usando peças de terceiros para compor o computador. Porém, eles precisavam de um Sistema Operacional, e é aí que a história muda.</p>
<p>A IBM precisava de um sistema operacional para poder vender seu novo computador, porém não tinha tempo para fazer. Afinal, a Apple já estava em alta, e o mercado estava complicado. Dessa forma, a IBM precisava comprar um sistema operacional pronto, foi quando William Gates II fez uma recomendação para os advogados, e outros responsáveis pela IBM, sobre a empresa de seu filho, a <strong><em>Microsoft</em></strong>, já conhecida por portar o BASIC para o Altair e desenvolver alguns programas para Apple II.</p>
<p>Porém, a <em>Microsoft</em> não possuía sistema operacional, então Bill Gates (William Gates III), sócio fundador da <em>Microsoft</em>, ligou para a maior empresa de Sistemas Operacionais da época, a <em>Digital Researchs</em>, de Gary Kildall, desenvolvedora do CP/M. Infelizmente, a companhia não deu a atenção devida aos representantes da IBM, não finalizando nenhum acordo com a <strong><em>Big Blue </em></strong>(apelido da IBM). Então, a IBM voltou à <em>Microsoft</em>. Desta vez, Bill Gates não perdeu a oportunidade. Steve Ballmer, um dos três fundadores da <em>Microsoft</em>, soube de uma empresa que criou um sistema operacional simples, mas muito funcional. A Seattle Computers havia criado um sistema chamado <em><strong>QDOS</strong></em>, ou <em>Quick and Dirty Operating System</em> (Rápido e Sujo Sistema Operacional), baseado na tecnologia x86, dos processadores da <em>Intel</em>. Estima-se que esse sistema operacional tenha sido comprado por 40 mil dólares, porém isso é incerto, esse sistema foi adaptado e apresentado a IBM pela alcunha de <em><strong>MS-DOS</strong></em> (<em>Microsoft Disk Operating System</em>).</p>
<p>Fechando o acordo com a IBM, a única exigência da <em>Microsoft</em> era que os direitos de revenda do DOS pudesse ser dela. A IBM não se preocupou com isso, afinal, na época, cada Sistema Operacional era único para um computador, por questão de arquitetura. Algo que fez a IBM se arrepender, em 1982, por causa de uma empresa chamada <strong><em>Compaq</em></strong> e de uma coisa chamada <strong>engenharia reversa</strong>.</p>
<p>A <em>Compaq</em> contratou vários engenheiros (que afirmaram nunca ter trabalhado na IBM) que pegaram o computador da <em>Big Blue </em>e, ao ver como ele funcionava, perceberam que era uma amálgama de peças de outros fabricantes. Dessa forma, eles desenvolveram um computador <em>Compaq PC</em>, conhecido como <strong>IBM-PC Compatível</strong>. Dessa forma, todos os programas que pegavam no IBM-PC já funcionariam no novo computador da <em>Compaq</em>, incluindo o <em>MS-DOS</em>. Essa ideia fez surgir uma série de computadores compatíveis com IBM-PC, e muito mais baratos, criando um mercado forte e altamente competitivo, o que resultou na queda das vendas do Apple II.</p>
<figure id="attachment_274" aria-describedby="caption-attachment-274" style="width: 717px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-274" src="http://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/03/ms-dos-1.jpg" alt="" width="717" height="538" /><figcaption id="caption-attachment-274" class="wp-caption-text"><strong><em>MS-DOS</em></strong></figcaption></figure>
<h2>O início da Interface Gráfica</h2>
<p>Em 1979, todo mundo esperava alguma novidade da Apple. A IBM estava ainda longe de lançar o PC-IBM, e Apple praticamente tinha um monopólio no mercado de computadores pessoais com seu Apple II. Na época, a <em>Xerox</em> possuía um ambiente focado em pesquisas chamado de <strong>PARC</strong> (<em>Palo Alto Research Center</em>). Em troca de poder comprar ações, a <em>Xerox</em> abriu suas instalações de pesquisas para a Apple. Steve Jobs, CEO da Apple na época, e outros executivos e engenheiros, foram até o PARC e lhes foram apresentados algumas tecnologias interessantes, como a <em>Ethernet</em> e a Linguagem Orientada a Objetos. Porém, o que realmente impressionou os visitantes foi uma versão bem arcaica de uma interface gráfica, com um dispositivo chamado <strong><em>Mouse</em></strong>, que estava ligado a um computador. Isso foi importante para poder criar o primeiro sistema operacional funcional com interface gráfica, o <strong>Lisa OS</strong>, para o Apple Lisa.</p>
<p>Com o avanço da IBM no mercado de computadores pessoais e, posteriormente de clones, a Apple precisava lançar algo novo no mercado. O IBM era mais barato e completo do que o Apple II. O Lisa estava ficando muito caro e a diretoria da Apple resolveu que estava na hora de Jobs procurar outro projeto. Passeando pelas instalações da Apple, ele encontrou um projeto destinado a computadores de baixo custo, o <strong><em>Macintosh</em></strong>. Rapidamente, Jobs afastou Jef Raskin (então criador da ideia) e assumiu o projeto <em>Macintosh</em>, mudando rapidamente seu conceito, porém querendo manter a parte de interação humano-máquina.</p>
<p>O <em>Macintosh</em> foi criado para ter um sistema operacional revolucionário, com interface gráfica, chamado de <strong>MacOS</strong> (hoje conhecido como <em>MacOS Classic</em>). Durante a produção do MacOS, diversos desenvolvedores foram chamados para criar programas para ele. Uma das empresas chamadas foi a <em>Microsoft</em>, que uso o acesso antecipado ao MacOS para criar não um sistema operacional ainda, mas uma <strong>GUI</strong>, Interface Gráfica do Utilizador.</p>
<p>Quando foi criado, o <strong>Windows</strong> ainda não era um Sistema Operacional, mas sim uma interface gráfica para o MS-DOS. O Windows só veio se tornar realmente um sistema operacional, com núcleo próprio, com a vinda do <strong>Windows NT</strong>. Quem tem mais idade vai lembrar que quando você ligava o computador ele iniciava no MS-DOS, sendo necessário digitar <strong><em>win</em></strong>, para usar o Windows.</p>
<p>No começo, o Macintosh foi um fracasso, que só veio se recuperar anos mais tarde com o advento do <em>PostScript</em> pela Adobe, mas essa já é uma outra história.</p>
<p>O fato é que pelo <em>Macintosh</em> ser muito caro, os <strong>PC-IBM e compatíveis</strong> começaram a ganhar mais e mais mercado, e, com isso, a <em>Microsoft</em> começou a ter uma liderança absoluta de mercado.</p>
<figure id="attachment_275" aria-describedby="caption-attachment-275" style="width: 1100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-275" src="http://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/03/Apple_Lisa_1-1.jpg" alt="" width="1100" height="722" /><figcaption id="caption-attachment-275" class="wp-caption-text"><em><strong>Apple Lisa</strong></em></figcaption></figure>
<h2>Surge o Linux</h2>
<p>Em 1991, <strong>Linus Torvalds</strong> lançou a primeira versão de um núcleo de sistema operacional chamado de <strong>Linux</strong>. Diferente do que é divulgado por muitas pessoas, <strong>o Linux não é feito em cima do Unix</strong>. O Linux foi escrito do zero, <strong>inspirado</strong> pelo Minix (esse sim um sistema Unix). Torvalds dizia querer criar &#8220;um Minix melhor que o Minix&#8221;. Porém, este tinha o objetivo de ser simples, mas ainda sim, ser compatível com a grande maioria dos aplicativos para Unix.</p>
<p>Porém, a ideia de Linus Torvalds era divulgar e abrir o código para que diversas pessoas pudessem colaborar. Com ajuda de diversos outros programadores, a versão 0.02 do núcleo finalmente ficou pronta. Pouco depois, Linux Torvald colocou seu núcleo sobre a licença <strong>GNU</strong> (<em>GNU Is Not Unix</em> &#8211; é o que realmente quer dizer), que foi um sistema operacional, desenvolvido para ser compatível com o Unix, porém sem ter o código fonte do Unix.</p>
<p>O GNU era um projeto de sistema operacional sem núcleo e o Linux era um núcleo de sistema operacional sem bibliotecas e funções atreladas. Ao atribuir a licença GNU ao Linux, foi criado o <strong>GNU/Linux</strong>, sistema operacional base para diversas distribuições que surgiriam em seguida.</p>
<p>Em resumo, o <strong>Linux não é Unix</strong>, é um núcleo de sistema operacional, que, unido ao GNU, criou o GNU/Linux. Tanto o GNU quanto o Linux foi criado com o objetivo de ser mais simples que o Unix, porém com a compatibilidade para a maioria dos aplicativos Unix.</p>
<figure id="attachment_276" aria-describedby="caption-attachment-276" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-276" src="http://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/03/linus-eff-you-640x363-1.png" alt="" width="640" height="359" /><figcaption id="caption-attachment-276" class="wp-caption-text"><em><strong>Linus Torvalds</strong></em></figcaption></figure>
<p>Segundo a licença GNU, qualquer software que a utilize não pode ser fechado. Isto é, tudo deve ter o seu código aberto, disponível para editar o código e fazer o que quiser com ele. Porém Software livre não quer dizer software gratuito. É possível até vender o software, todavia o vendedor deve enviar o código fonte junto e não apenas o executável compilado.</p>
<p>Com o tempo e divulgação do GNU/Linux, diversas distribuições, baseados neste, foram sendo lançadas. Essas novas versões adicionavam sistemas de janelas, compatibilidade com outros sistemas de arquivos, bibliotecas para determinadas funções, pacotes exclusivos, etc. Essas distribuições eram criadas por terceiros, algumas por governos, outras por empresas que queriam algo mais personalizado para dar foco em uma determinada tarefa. Muitas dessas distribuições também foram criadas por grupos que tinham o interesse de criar sistemas cada vez melhores e mais completos.</p>
<p>As distribuições linux mais conhecidas hoje são:</p>
<ul>
<li>Mandriva</li>
<li>Ubuntu</li>
<li>CentOS</li>
<li>Solus</li>
<li>Arch Linux</li>
<li>Fedora</li>
<li>SUSE</li>
</ul>
<p>Cada uma com um objetivo e conceito diferente. É muito comum, também, uma distribuição Linux se basear em outra. Por exemplo, o Ubuntu é baseado no Debian e o CentOS no Redhat. É importante que o usuário saiba em qual a distribuição que ele usa se baseou, pois alguns comandos podem mudar de uma distribuição para outra.</p>
<h2>Sistemas Operacionais Desktop Contemporâneos</h2>
<p>Hoje, os principais sistemas operacionais que usamos em desktops, servidores e laptops são o Windows, o MacOSX e as distribuições GNU/Linux (como o Ubuntu, Solus, Debian, etc.). Todos esses sistemas possuem versões específicas para usuário comum e para servidores.</p>
<p>Hoje em dia, todos os sistemas operacionais seguem uma mesma lógica de funcionalidades. Quanto a sua camada direta ao usuário, são formados por um sistema de janelas e um terminal para poder ter um acesso direto as funcionalidades técnicas.</p>
<p><em>As particularidades de cada um desses três sistemas, assim como seus sistemas de arquivos e versões, falaremos na parte 2 deste conteúdo.</em></p>
<h2>Sistemas Operacionais para dispositivos móveis</h2>
<p>Na segunda metade dos anos 2000, com o avanço das plataformas móveis, diversos sistemas operacionais com particularidades diferentes, específicos para esses equipamentos, foram criados. Eles precisavam ser mais leves e continham uma lógica de interação completamente diferente.</p>
<p>Nessa época foi quando surgiu o Symbian e o BB, da Nokia e Blackberry, respectivamente. Esses sistemas foram responsáveis pela popularização dos <em>smartphones</em>, trazendo acesso a aplicativos de produtividade e segurança, modernos, a usuários mais leigos. Claro, desde os anos 90 haviam sistemas operacionais para computadores de mão (PDA), como o palmOS e o NewtonOS, mas nem de longe conseguiram a popularização dos <em>smartphones</em>.</p>
<p>Hoje, o Symbian se tornou um sistema utilizado em alguns televisores, principalmente, e a BlackBerry não produz mais aparelhos com o BB10 (sua última versão). Porém a Google está em alta com o <strong>Android</strong> e a Apple com seu <strong>iOS</strong>. A Microsoft, que outrora sempre foi presente no mercado de palmtops (os computadores de mão), com seu Windows CE, está em último lugar nos sistemas operacionais para <em>smartphones</em>.</p>
<p><em>Falaremos das particularidades dos principais sistemas operacionais para smartphones (Android, iOS e Windows), na parte 2 deste conteúdo.</em></p>
<h2>Outros Sistemas Operacionais</h2>
<p>Praticamente tudo que tem um microchip, e rode aplicativos, hoje opera através de um sistema operacional. Existem sistemas operacionais em automóveis, em televisores, videogames, em relógios e outros vestíveis, etc. Temos sistemas operacionais dedicados até mesmo em comandar uma casa.</p>
<p>Porém, em nosso estudo, vamos nos dedicar aos principais sistemas operacionais para microcomputadores e dispositivos móveis, pois a maioria dos sistemas para outros <em>gadgets</em> são criados a partir desses. Além disso, todo o sistema operacional moderno utiliza alguns elementos que são padrões, o que facilitará a compreensão.</p>
<h2>Concluindo</h2>
<p>Nesta primeira parte vimos um pouco da história dos sistemas operacionais e algumas de suas definições. Essa história é importante para que conheçamos posteriormente os componentes dos sistemas operacionais e as peculiaridades disponíveis no mercado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;"><em><strong>Este texto foi criado a partir das seguintes fontes:</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><em><strong>Documentário The Code &#8211; A história do Linux</strong></em></span><br />
<span style="color: #808080;"><em><strong>Documentários O Triufo dos Nerds, da ABC</strong></em></span><br />
<span style="color: #808080;"><em><strong>Livro O Fascinante Império de Steve Jobs</strong></em></span><br />
<span style="color: #808080;"><em><strong>Livro Computação Gráfica Teoria e Prática</strong></em></span><br />
<span style="color: #808080;"><em><strong>Site oficial do Projeto GNU</strong></em></span><br />
<span style="color: #808080;"><em><strong>Site oficial do Debian</strong></em></span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Qualidade Suficiente</title>
		<link>https://velhobit.com.br/editorial/qualidade-suficiente.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Portillo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2017 21:03:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[jobs]]></category>
		<category><![CDATA[preço]]></category>
		<category><![CDATA[projetos]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade]]></category>
		<category><![CDATA[serviços]]></category>
		<category><![CDATA[sindicato]]></category>
		<category><![CDATA[tabelas]]></category>
		<category><![CDATA[valores]]></category>
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					<description><![CDATA[Qualidade Suficiente trata-se, basicamente, de que o artefato que você desenvolve deve valer o total pelo qual foi pago. Entender esse termo é a chave para bons negócios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Qualidade Suficiente trata-se, basicamente, de que o artefato que você desenvolve deve valer o total pelo qual foi pago. Entender esse termo é a chave para bons negócios.</p>
<p>Meu pai sempre me contava sobre qualidade suficiente, mas nunca entendi ao certo o que era isso até o dia que eu comecei a prestar serviços. Não é um termo muito usado.</p>
<p>Apesar de uma definição polêmica, não quer dizer que você não deva buscar qualidade naquilo que faz, e sim, entender o padrão mínimo de qualidade para um determinado projeto a fim de torna-lo aceitável. Não é um termo para definir a qualidade máxima de um material e sim a qualidade mínima esperada em relação ao custo gasto.</p>
<p>O maior problema da área de criação, hoje, é compreender o valor de cada peça. Seguir tabelas como a da ADG ou da Abap, e tantas outras que existem por aí, é uma tarefa extramente difícil, principalmente para profissionais liberais, pequenas agências e estúdios. Pequenas empresas raramente aceitam pagar R$941,00(SINAPRO-PE) por um anúncio de ¼ de página. Ou de R$800,00 a R$4000,00 (ADG) para uma Tag. Às vezes, fazer valores pouco abaixo dessas tabelas é a única forma de conseguir clientes. Claro, não se devem fazer valores extremamente inferiores, mas dividir e parcelar é uma boa opção.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/paquimetro-digital.jpg" alt="paquimetro digital" width="1000" height="350" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/paquimetro-digital.jpg 1000w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/paquimetro-digital-400x140.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/paquimetro-digital-768x269.jpg 768w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/paquimetro-digital-600x210.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>O pensamento de qualidade suficiente ajuda ao designer a controlar suas finanças e uso correto de tempo. Compreender o que o cliente realmente necessita é o primeiro passo para cobrar corretamente e não perder tempo com um material que não precisa ter mais do que o necessário.</p>
<p>O termo qualidade não é algo que se possa definir sem subjetividade. Qualidade depende do que você interpreta como necessário e funcional. Pode ser um trabalho que funcione, mas seja feio ou que não funcione bem, mas seja esteticamente agradável, ou um meio termo. Isso dependerá de quem considerar a qualidade.</p>
<p>Por isso, é importante marcar reuniões e compreender os fatos de cada trabalho individualmente. Cada caso é um caso. Um trabalho que deverá atingir uma quantidade pequena de pessoas não deve ser cobrado como um outro que atingirá centenas ou milhares de pessoas. É importante preparar bem o contrato para sempre deixar tudo claro. Em peças como folders ou ilustrações, por exemplo, deve-se usar termos de uso, geralmente limitando a quantidade de reproduções ou projetos de uma peça.</p>
<p>É bom lembrar o termo que Qualidade Suficiente é algo para definir a qualidade mínima de um projeto, e não a máxima, em relação ao tempo desejado para a elaboração e finalização. Um trabalho de 200 reais pode ser ou não uma epifania, é aceitável que não seja, e não é necessário o uso de técnicas tão avançadas. Mas um processo semelhante de 2 mil reais, já exige a obrigação de usar técnicas melhores e a necessidade de se refletir muito mais durante a elaboração do projeto.</p>
<p>Muito além do que seguir tabelas é entender a necessidade de seu cliente. Tabelas servem para encontrar o meio termo, mas a razão é o que vai desenvolver o seu método de trabalho. Especifique o seu tipo de qualidade e tenha em mente os valores mínimos de cada projeto e relacione isso com o tempo e dificuldade que você demoraria a desenvolver. Aprenda a dizer não sempre que necessário e coloque o seu nível de qualidade sempre em destaque quando questionado os valores. Com o tempo, você aprende a equacionar Qualidade Suficiente com o sua própria tabela virtual de preços.</p>
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		<title>O Que Define o Sucesso?</title>
		<link>https://velhobit.com.br/editorial/o-que-define-o-sucesso.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Portillo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2017 20:58:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[funcionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[possibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Por definição, sucesso é o momento em que se chega a um objetivo que anteriormente planejou alcançar. Esse objetivo pode ser definido através da visão da empresa. Porém, do ponto de vista ético, podemos definir o sucesso como o objetivo alcançado de forma a ou trazer benefício para a sociedade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por definição, sucesso é o momento em que se chega a um objetivo que anteriormente planejou alcançar. Esse objetivo pode ser definido através da visão da empresa.  Porém, do ponto de vista ético, podemos definir o sucesso como o objetivo alcançado de forma a trazer benefícios para a sociedade. Apesar de citar marcas, este artigo não tem por objetivo apoiar, defender ou descriminar nenhuma empresa. Trata-se apenas de opinião e observação de fatos.</p>
<p>Milhões de pessoas correm atrás do sucesso. Seja um sucesso pessoal ou profissional, seja em um projeto ou em uma carreira. Mas o que define o que é sucesso ou não? Como podemos definir se tivemos sucesso em algo ou se ainda estamos crescendo?</p>
<p>Por definição, sucesso é o momento em que se chega a um objetivo que anteriormente planejou alcançar. Esse objetivo, corporativamente falando, pode ser definido através da visão da empresa.  Porém, do ponto de vista mais ético, podemos definir o sucesso como o objetivo alcançado de forma a melhorar ou trazer, de alguma forma, um benefício para a sociedade. Quando eu crio essa definição ética, não me refiro diretamente a valores relacionados a sustentabilidade. Mas com a questão de desenvolver produtos ou serviços de qualidade que façam  bem para o consumidor, através de soluções eficientes e que não usem de artifícios apelativos para incentivar a compra.</p>
<h3>Sucesso é igual a dinheiro?</h3>
<p>Empresas muito ricas não necessariamente são um sucesso, pois, muitas vezes, não desenvolvem produtos de qualidade ou que favoreça o consumidor de alguma forma. Como exemplo, irei citar algo que não tem a ver com tecnologia, mas que é incrivelmente conhecido e relatado como caso de sucesso: o <em>McDonalds</em>.</p>
<p>Com mais de 33 mil lojas, o <em>McDonalds</em> é sem dúvida uma rede de lanchonetes extremamente valorizada. Não há como contestar que o <em>McDonalds</em> atinge sempre os seus objetivos financeiros, aumentando frequentemente a sua receita líquida. Com pratos saborosos que vão desde sanduíches a sorvetes, a empresa do palhaço atrai um público infanto-juvenil e trabalhadores interessados em comida rápida. Apesar do alto custo de seus produtos, tem gente que come em uma das franquias todos os dias.</p>
<p>Porém, como é mostrado no documentário Super Size Me – A Dieta do Palhaço (SPURLOCK, 2004), os produtos oferecidos pelo o <em>McDonalds</em>não trazem para a sociedade ou ao consumidor nenhum tipo de benefício além da agilidade (apesar das longas filas) para a entrega dos alimentos. Não são comidas saudáveis e muitos nem mesmo devem considerar como uma comida saborosa, mas todos concordam que é uma comida viciante. Além disso, produz propagandas que induzem crianças, através do <em>McLanche Feliz</em>, a consumirem produtos que são prejudiciais a saúde, por conta disso, a empresa foi obrigada a oferecer uma fruta em meio ao lanche (no caso, a maçã) e ainda promove essa obrigação como se fosse uma escolha criada para promover a boa alimentação das crianças.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/cena-supersize-me-a-dieta-do-palhaco-1.jpg" alt="Cena de SuperSize Me" width="1200" height="679" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/cena-supersize-me-a-dieta-do-palhaco-1.jpg 1200w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/cena-supersize-me-a-dieta-do-palhaco-1-400x226.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/cena-supersize-me-a-dieta-do-palhaco-1-768x435.jpg 768w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/cena-supersize-me-a-dieta-do-palhaco-1-1024x579.jpg 1024w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/cena-supersize-me-a-dieta-do-palhaco-1-600x340.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<p>Talvez possa ser cogitado a necessidade da existência de empresas que oferecem serviços rápidos (como gráficas rápidas, fast-foods, dentre outros). Mas o simples fato de ser <em>fast-food</em> não significa que o alimento precisa ser prejudicial para a saúde. Diversas outras redes, como a <em>Subway</em>, produzem alternativas mais sadias e com atendimento mais rápido do que o próprio <em>McDonalds</em>. Esse exemplo pode ser visto também na rede <em>Giraffas</em>, que apresenta alimentos rápidos, sadios, saborosos, frescos e bem produzidos.</p>
<p>Empresas como <em>Giraffas</em> e <em>Subway</em> não possuem uma quantia de franquias ou quantidade de dinheiro tão esmagador quanto o <em>McDonalds,</em>e nem valem tanto no mercado. Mas, eticamente, apresentam produtos que fazem bem a seus consumidores, que favorecem a sociedade de alguma forma. No entanto, não estou defendendo essas empresas. Muitos executivos acabaram por começar a criar campanhas semelhantes ao <em>McDonalds</em>. O Giraffas já produziu algumas campanhas orientadas a atrair crianças, apesar de apresentar um prato completo especial e não somente hamburguers.</p>
<h3>Estamos falando de tecnologia ou comida?</h3>
<p>Sei que os exemplos apresentados acima são sobre a indústria de alimentos, mas se aplicam naturalmente a indústria de tecnologia. Muitas empresas aproveitam-se da ignorância do cliente em relação aos avanços tecnológicos e criam contratos ou produtos que acabam por prejudicar o contratante de alguma forma. Vou citar alguns exemplos:</p>
<p>Uma empresa que não existe mais, no qual eu tive convívio por algum tempo, comprava notebooks mais baratos e simples na rede <em>Extra</em> de supermercados e revendia para clientes pelo o dobro do preço, afirmando que era um equipamento de última geração. Ou seja, se aproveitava da ignorância do cliente, mas ganhava muito dinheiro com isso. Esse caso é um sucesso?</p>
<p>Na área de web, eu conhecia uma empresa que fazia duas coisas erradas: primeiramente dizia-se treinada pelos profissionais do <em>Google</em> e exibia um selo de <em>Google Certified.</em> Mas na verdade, simplesmente um dos profissionais dessa empresa foi treinado por uma pessoa que tinha <em>Google Certified</em>. Ou seja, aumentava bastante, mentia para os consumidores a respeito de suas especializações. E não era só! A empresa ainda oferecia o serviço de SEO e colocava no contrato que <em>TODO crescimento do site relativo a visitação ou ao Google, seria aceitado como feito pela a contratada</em>. Ou seja, se a contratante fizesse uma promoção e aumentasse a visitação, a contratada ganharia mais sem fazer absolutamente nada. Isso parece justo??? E ainda pior! Se o contrato fosse rompido, a empresa <strong>tirava o site do ar por 7 dias</strong> (afirmando que era comum disso acontecer tecnologicamente), tirava tudo de SEO do site e ainda colocava códigos <em>blackhats</em> ou coisas que atrapalhassem a visita, para que diminuisse ou se possível sumisse o site do <em>Google</em>.</p>
<h3>&#8220;Mas o Cliente é que foi Besta&#8221;!</h3>
<p>O cliente não tem obrigação de conhecer tudo sobre a área da empresa que se está contratando. Afinal, esse é o motivo da contratação. Em essência, toda a empresa precisa ser ética e apresentar soluções eficientes e verdadeiras. Da mesma forma que temos que confiar em um médico, precisamos confiar em quem contratamos. Pagamos por essa confiança. Pagamos pela capacidade e conhecimento. <strong>Pagamos pela ética</strong>.</p>
<p>O problema é que a realidade é mais complicada do que se imagina. Na vida real, uma empresa anti-ética pode sim ganhar mais dinheiro e notoriedade do que uma empresa idônea. Não adianta ter pensamentos utópicos e acreditar que somente as que usam de valores morais é que ganharão mais dinheiro. Devemos é preparar a nova escola de empreendedores a trabalhar com o pensamento focado na melhoria da sociedade como um todo.</p>
<h3>Definindo o Sucesso</h3>
<p>Podemos definir que o <em>McDonalds</em> não é uma empresa de sucesso? Eticamente, não. O <em>Subway</em> é uma empresa de sucesso? Ética, e <strong>aparentemente</strong>, sim.</p>
<p><strong>Uma empresa de tecnologia de sucesso é aquela que apresenta soluções funcionais e que trabalhe com transparência, fazendo o possível para inovar e facilitar a vida do cliente.</strong> Sucesso não é simplesmente ganhar dinheiro e faturar. Dinheiro deve ser a consequência de um trabalho bem feito e não o objetivo desse trabalho.</p>
<p>Caso vocês tenham uma ideia diferente de sucesso, ou queiram citar algum exemplo, deixem um comentário. Reflitam a respeito, se a sua empresa, ou você está em busca daquele sucesso ético ou se o seu objetivo de vida é simplesmente ganhar dinheiro. Apesar de que a definição de certo e errado possa ser extremamente pessoal, possuímos valores sociais que definem se o que estamos fazendo é correto.</p>
<p>O que você prefere? Ser uma empresa (ou pessoa) de sucesso? Ou ser uma empresa (ou pessoa) extremamente rica e famosa?</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Conjecturas Sobre Inovação e Criatividade</title>
		<link>https://velhobit.com.br/editorial/conjecturas-sobre-inovacao-e-criatividade.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Portillo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2017 20:49:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[profissional]]></category>
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					<description><![CDATA[Talvez o ideal não seja sempre criar coisas novas. Talvez ser criativo e ser inovador não tenha necessariamente a ver com criar e ser artístico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Inovação e Criatividade. Quantas vezes vocês não escutam essas palavras hoje em dia? Geralmente em ofertas de emprego encontramos aquelas referências: “Precisa ser inovador, criativo e ter espírito de guerreiro”. A menos que você seja um índio nativo-americano, um espartano ou um viking, é difícil deixar evidente essas qualidades. As propostas de emprego são cheias desses diferenciais subjetivos. Isso acontece justamente porque as pessoas não compreendem o que é inovação e o que é criatividade.</p>
<h2>Inovação</h2>
<p>Quando as pessoas falam a palavra inovar, vem logo a cabeça “criar algo novo”, mas não necessariamente isso. Inovar pode ser <strong>renovar</strong> de forma a ser mais funcional, atrativa, agregando características e valores a algo que já existe. Além do uso indiscriminado da palavra, o principal problema são as pessoas que usam a palavra para se promover. Quem nunca viu uma palestra com o nome “Aprendendo a Inovar”, “Inovação para sua Empresa” ou algum livro que tenha inovação no nome?</p>
<p>Um dia, um amigo e eu fomos a uma palestra chamada “Inovação Estratégica para sua Empresa” ou alguma coisa parecida, em um ciclo de palestras do Núcleo Empresarial de Inovação do Ceará (NEI/CE). A primeira coisa que notei, assim que cheguei, foi a estrutura, igual a qualquer outra, e até mesmo a identidade dos impressos do evento. Mãos sobrepostas nos pôsteres, cadeiras em um auditório amadeirado, café expresso na entrada, pastinhas, pessoas dormindo, um cara apresentando falando mais devagar e chato do que um professor de ciências americano. Cadê a inovação? Como um evento sobre inovação consegue ser nada inovador?</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-6 size-full" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/inovacao-logo-fiec-nei-ce.jpg" alt="Mãos formando a logo da Fiec sobre um evento de inovação" width="650" height="443" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/inovacao-logo-fiec-nei-ce.jpg 650w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/inovacao-logo-fiec-nei-ce-400x273.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/inovacao-logo-fiec-nei-ce-600x409.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Ok. Então entrou o cara, com seus 30 e poucos anos, infelizmente não me lembro do nome dele. Confesso que geralmente fico meio assim assim quando o cara é novo, mas resolvi dar uma chance e deixei o meu preconceito de lado. Daí começou a discursar coisas óbvias – aliás, esses palestrantes ultimamente parecem políticos, só falam o que está ruim e não mostram soluções. Só que a palestra do cara parecia com a de quem estava no primeiro período de marketing. Começou com uma série de slides estáticos contando a vida dele. “Quando eu era um filhoooote (&#8230; Rei Leão)”. Okay, estou exagerando, mas ele começou a contar coisas da época pré faculdade e a falar como é bom nisso e naquilo, coisa que todo o palestrante CHATO faz. Mas mesmo apesar de palestrar há tantos anos, como ele disse, ele não parava de soltar uns “eeehhh”, “então&#8230;”, “aííí”, essas coisinhas de quem decorou e não lembrou do texto.</p>
<p>Resultado: pegamos no sono e quando nos demos conta disso, saímos, pegamos um cafezinho e fomos embora morrendo de fome, procurando um lugar para jantar.</p>
<p>Pense que palestra chata!</p>
<p>Não sei sobre as outras palestras do evento. Na verdade, nem me interessei. Mas não importa se você tem uma empresa séria ou é diretor de uma grande corporação, nenhuma empresa foi mais corporativa e formal quanto a IBM e mesmo assim aprendeu a inovar, renovando os seus conceitos para concorrer contra a Apple na década de 70. O fato de ser sério, não quer dizer que tem que ser chato. Uma coisa chata, maçante, onde várias pessoas dormiam, não vai trazer nada de inovador para a empresa dos espectadores. Para mostrar as pessoas como inovar é preciso ser inovador antes. Essa história de “espeto de pau” não funciona mais há tempos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-7" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ibm-pc-charlie-chaplin.jpg" alt="Charlie Chaplin olhando um PC da IBM" width="650" height="496" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ibm-pc-charlie-chaplin.jpg 650w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ibm-pc-charlie-chaplin-400x305.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ibm-pc-charlie-chaplin-600x458.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<h2>Criatividade</h2>
<p>Procurando algumas ofertas de empregos, muitas dessas como freelancer, observei que muitas pessoas exigem, como diferencial, ser criativo, mas o que é exatamente ser criativo? Simplificando, criatividade é a capacidade de resolver problemáticas a partir do conhecimento que já possui, ou através da busca de novas informações. Ser criativo é saber resolver problemas de forma funcional.</p>
<p>Mas o que as pessoas interpretam como criatividade? As pessoas acham que ser criativo é ser imaginativo. Claro que precisa de imaginação para ser criativo, mas não o contrário. Existem muitas pessoas sonhadoras, mas poucas pessoas objetivas. Criatividade te leva a uma meta. Muitas pessoas me acham um cara duro, frio, chato, ranzinza. Talvez eu até seja uma versão pobre e pouco famosa do House, mas isso é porque não tenho sonhos. As pessoas me dizem que sonham em ter uma empresa, sonham em ser famosas e que eu preciso sonhar também. Mas não! Não preciso de sonhos, preciso de objetivos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8" src="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/xicara-criativa.jpg" alt="Xícara com asa redonda" width="640" height="620" srcset="https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/xicara-criativa.jpg 640w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/xicara-criativa-400x388.jpg 400w, https://velhobit.com.br/wp-content/uploads/2017/01/xicara-criativa-600x581.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p>Voltando às empresas. Dificilmente uma pessoa vai entender que ela é criativa. E por ser um termo tão subjetivo, vai ser complicado saber o que é criatividade para esse empregador. Criatividade é saber fazer desenhos bonitinhos? Criatividade é saber contar piadas? Criatividade é saber criar um algoritmo capaz de encontrar qualquer número primo em segundos?</p>
<p>Agora muitos vão dizer: “Você subestima a capacidade dos outros!”. Não, não subestimo. Uma coisa que aprendi é nunca subestimar a burrice e incompetência das pessoas. Na verdade, esse é um pensamento simples para fazer coisas mais simples ainda para o público. Coisas mais fáceis de manusear ou compreender, logo, mais funcionais. Lembrando que incompetência e burrice podem se aplicar a uma área do conhecimento pessoal e não a toda capacidade da pessoa, alguém pode ser burro e incompetente em algo, mas inteligente e esperto em outra coisa.</p>
<h2>Concluindo</h2>
<p>Se você está procurando alguém para trabalhar para (ou com) você, seja mais específico e menos subjetivo em suas buscas. Procure um profissional com experiência disso, nisso e naquilo. Todo bom profissional, sem exceção, deverá ser criativo, mas nem todo mundo precisa ser inovador.</p>
<p>Se você é um profissional que se sente ou se acha inovador, pense onde você está inovando e se você realmente está inovando. O que de novo ou diferente foi criado? E esse novo é realmente útil e interessante? Não adianta ser único ou “do contra”, é preciso ter um motivo e um objetivo para isso.</p>
<p>Quantos de vocês já conheceram uma empresa chamada inove, innove, inova, i9 ou similar?</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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