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Google Fuschia: Mais Detalhes Sobre o Novo Sistema Operacional do Google

Quando o Google comprou o Android em 2007, seu objetivo era entrar no emergente mercado de mobilidade. Durante os últimos 10 anos, a Google enfrentou diversos problemas de performance e até judiciais (em especial com a Oracle) com relação a esse sistema operacional.

Em 2016 a Google anunciou o misterioso Fuschia. Um sistema operacional gratuito, de código aberto e licença mista, que está em desenvolvimento pela empresa.

Apesar de já ter sido divulgado algumas imagens, é a primeira vez que temos o vislumbre do visual do Fuschia OS em execução e interface, através do site ARS Techinica.

Veja o vídeo de demonstração do futuro Google Fuschia OS

Design

O Fuschia foi anunciado originalmente para ser um sistema operacional leve que funcionasse em diversas situações e fosse adaptável para vários meios.

Em primeiras imagens, já podíamos ver leiautes que se assemelhavam muito ao Material Design, porém sem a adição de sombras que estamos acostumados na aplicação Android. Essa homescreen era chamada de Armadillo.

Primeira aparição do Google Fuschia

Já em sua nova aparição, o Fuschia apresenta uma solução responsiva, que parece significar um interesse em criar uma aplicação híbrida entre smartphone e tablet multitarefa.

Nitidamente, o ponto mais diferente do design seja a localização dos indicadores de bateria e wifi, além da barra do Google, que se encontram pouco abaixo do centro vertical do dispositivo. De certa forma, essa decisão parece muito interessante visto que as telas dos dispositivos estão cada vez maiores e mais difíceis de alcançar o topo com apenas uma mão.

A interface gráfica é escrita em uma plataforma SDK chamada Flutter, uma tecnologia multi-plataforma que hoje já se encontra funcional tanto para iOS quanto para Android. A tecnologia usa Dart e algumas integrações HTML/CSS para criação das interfaces.

Programação

O Fuschia, diferente do Android e do ChromeOS é baseado em um microkernel chamado Zircon (anteriormente chamado de Magenta) que usa um subconjunto em C, C++ e possui, junto com o Fuschia, diversas linguagens compondo todo o sistema operacional, como o  Dart, Go, Rust, Python e até Swift. Da mesma forma, já foi anunciado que o Fuschia OS trará suporte para desenvolvimento ao menos em C/C++, Go e Swift.

Desde o ano passado já é possível experimentar o Fuschia em Chromebooks, mas é a primeira vez que é possível fazer isso com interface gráfica.

Vale lembrar que recentemente a JetBrains recentemente liberou um beta da IDE CLion que permite que Kotlin seja compilado sem a necessidade da JVM. A chamadad Kotlin/Native pode ser uma alternativa de fácil portabilidade de aplicativos Android para a nova plataforma.

Rumores afirmam que Fuschia seria uma consequência das confusões em tribunais entre a Oracle e o Google. Porém é importante salientar que se trata de algo ainda pré-alpha e não há informações de quando haverá um lançamento ou sequer se o produto vai chegar a ser lançado.

Será esse prenúncio do fim do Android?

 

Com notícias e imagens do ARS TECHNICA e informações do Google. 

 

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